Ouro Preto

1o.dia

Saímos de Rio Claro/SP em direção a Tiradentes/MG e já na entrada da Fernão Dias nos deparamos com o trânsito congestionado. Havia muito caminhão na estrada e apenas 2 vias. Só ficou um pouco pior quando pegamos a BR 265: via única! O melhor é que mesmo em pleno carnaval e essas dificuldades da estrada, chegamos apenas meia hora depois do previsto.

Tiradentes | MG*Tiradentes | no alto greja Matriz de Santo Antônio

Tiradentes | MG*Tiradentes

Tiradentes* escultura em gesso “o namorador”.

Mas como, a principio, iriamos fazer apenas essa pequena passagem na cidade, eu precisaria ser bastante assertiva. Visitei o guia quatro rodas (e alguns blogs) e mesmo eles destacando os Restaurantes Theatro da Villa e o Tragaluz como os melhores da região, tive um feeling em arriscar o Angatu, que era o único restaurante que oferecia um “Q” contemporâneo à comida mineira. O restaurante hoje tem apenas 9 meses de funcionamento e quando o guia o visitou, tinha aberto há apenas 4 meses. Um privilégio não?

Angatu

Angatu

Angatu

Afastado dos outros restaurantes e também do centro histórico, quem não tiver pesquisado anteriormente dificilmente o encontrará. A fachada, quando comparada aos casarões barrocos, é de arquitetura simples, porém elegante. O espaço interno é divino: simples, direto, e ainda assim com jeitinho mineiro. É dividido em 4 ambientes na parte inferior. Em 3 deles oferecem mesas ao lado das janelas,  trazendo aquela sensação de espiar na varanda. A trilha sonora é regada a MPB de qualidade.

Angatu

Quando peguei o cardápio fiquei um pouco decepcionada pois não havia os pratos indicados pelo guia: entrada de queijo coalho e coxa e sobrecoxa de pato ( imagina que eu havia rodado 7 horas pensando nesse cardápio ideal!). Então perguntei a garçonete que me atendia se havia realmente o maravilhoso menu e ela disse que sim mas apenas para o jantar, pois no almoço eles optavam por servir pratos mais “lights”. Decepcionada, eu fiquei em dúvida apenas por 1 minuto e a chamei novamente, expliquei que havia vindo a Tiradentes exclusivamente para experimentar o tal menu e perguntei se não podia pedir ao chef que fizesse aquele prato no almoço. Ela voltou com a maravilhosa resposta “O chefe disse que pode atender o seu pedido!” Voilá!

É indescritível dizer em palavras o quão saboroso era aquela entrada de queijo coalho grelhado, com tomates secos, brotos de rúcula, agrião e beterraba com crocante de presunto de parma e melaço de cana.

Angatu

E o prato principal  feito pelo chef Rodolfo Mayer: coxa e sobrecoxa de pato em caldo de especiarias e molho melado; purê de baroa; folhas de orapronóbis , cebolas e beterrabas assadas, tomatinhos e folhas verdes frescas.

Angatu

Os 3 itens que mais me impressionaram nessas duas guarnições foi o crocante de parma feito com tamanha perfeição na entrada e o purê de baroa e as folhas de orapronóbis que acompanhavam o indescritível pato.

Ainda para fechar pedimos o cafezinho mineiro coado na hora com canudinho de doce de leite.

Angatu

A minha conclusão de tudo isso? Com certeza foi uma das melhores experiências gastronômicas da minha vida!

ANGATU

Rua Santíssima Trindade, 81 (Santíssima Trindade), Telefone: (032) 3355-1391

De R$ 51,00 a R$ 75,00

Horário de funcionamento:

Quinta a sexta-feira das 19h30 às 23h30, sábado das 12h às 16h30 e das 19h30 às 23h30, domingo das 12h às 16h30

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Mais 3 horas na estrada real para chegar até Ouro Preto. Como havíamos gastado um tempinho a mais em Tiradentes para passar pelo menos nos dois principais pontos turísticos – a Igreja Matriz de Santo Antônio e o Chafariz São José – saímos um pouco tarde e acabamos por pegar a estrada para Ouro Preto ao cair da noite, o que definitivamente eu não recomendo. O caminho é cheio de zig zags, sem iluminação, estreito e via única. Sem problemas: é errando que se aprende!

As 20:30 chegamos em Ouro Preto e já avistamos alguns universitários em clima de carnaval. O recepcionista do hotel já havia me comunicado que seria difícil chegar a entrada do estacionamento a noite, pois a prefeitura iria bloquear as principais ruas as 14hs. E, coincidentemente, eu reservei um hotel exatamente no centro e na rua onde acontece o desfile dos trios de carnaval – dica: no carnaval opte por hotéis que possuam estacionamento fora do centro histórico. As ultimas 3 horas de viagem eu fiquei bem preocupada com isso, entretanto o próprio recepcionista disse: “não é impossível, é só apresentar o voucher do hotel aos guardas municipais que eles ja estão orientados e liberam a entrada de vocês”. Bom, confesso que a tática do voucher não funcionou, mas tudo bem, encontrei um senhor – um anjo – ao qual pedi informação e ele: “se me pagar um cafezinho eu vou correndo e te mostro o caminho de como chegar lá!”—ok, nem tão anjo assim. Mas em menos de 5 minutos conseguimos entrar no estacionamento do hotel sem crise, sem multidão, tranquilos, perfeito!

Ouro Preto | Carnaval 2013

A varanda

A arquitetura barroca do hotel me impressionou muito, até mesmo o detalhe da maçaneta do banheiro. Mas o ponto alto foi mesmo a varanda. Que vista privilegiada, só de sair e ver a arquitetura e a multidão eu nem reclamei de mais nada: cansaço, estrada, caminhão, estacionamento… tudo fora esquecido.

E na hora de dormir: varanda com janela dupla para abafar o fervor sonoro de carnaval. Quer mais?

Varanda - Hotel Solar da Ópera

Hotel Solar da Ópera

Endereço: R. Conde de Bobadela, 75 – Ouro Preto – MG, 35400-000

Telefone:(31) 3551-6844

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2o.dia

Um pouco cansados ainda da viagem e mesmo assim acordamos as 7hs da manhã do dia seguinte. Tomamos um maravilho café no Restaurante da Direita que é o restaurante anexo ao hotel. Foi a minha primeira experiência de pão de queijo mineiro, e sem dúvidas ele era divino. A ponto fraco foi que o suco de laranja não era natural.

Hotel Solar da Ópera

O recepcionista do hotel havia me passado anteriormente o contato de um guia local. Assim havíamos combinado de nos encontrar as 9 horas da manha de domingo no próprio hotel.

O passeio

Como uma boa parte das ruas estariam bloqueadas no início da tarde, optamos por fazer os percursos do passeio a pé. Tênis e sapatilhas confortáveis a postos! Iniciamos nosso tour descendo a Rua Conde de Bobadela ou mais conhecida como Rua Direita – o curioso que o  guia nós explicou é que toda cidade possuía uma Rua Direita onde em uma ponta se encontrava a Câmara e Cadeia e na outra a Igreja Matriz. Mas adiante no fim da ladeira havia a casa dos Contos, onde se arrecadava “O Quinto”, ou seja a 1/5 do ouro arrecadado pelos mineiros da região ia para o governo Português. Lembra da expressão “Quinto dos Infernos”? Ta aí a origem!

Ouro Preto*Ouro Preto

Casa dos Contos* casa dos contos

Mais uma quadra ladeira abaixo chegamos na Igreja Nossa Senhora do Pilar. Assim que colocamos os pés dentro da Basílica era visível nossos olhares surpresos. A única igreja que havíamos visitado até então era a de Tiradentes, que não chegava aos pés da quantidade de ouro que havia no Pilar, mais de 430 kilos de ouro! Isso que a grande parte das obras que lá haviam eram apenas esculturas folheadas a ouro, quase nada de ouro maciço. As obras em ouro maciço eram apenas nas igrejas em Portugal, para onde fora enviado a maior parte do nosso muito sofrido ouro. O guia nos explicou que a cidade era divida entre os portugueses e os paulistas e, aquela igreja em especial, pertencia aos portugueses —  fruto do ganho da guerra dos Emboabas que teve seu desfecho no Rio das Mortes.DSC_2354*Igreja Nossa Senhora do Pilar

Para quem tiver a curiosidade de ver a parte interna vai ser só pessoalmente mesmo pois é proibido tirar foto em quase todas as igrejas e museus de Ouro Preto e Região, mesmo sem flash.

Adiante com o nosso tour histórico fomos a Matriz Nossa Senhora da Conceição, onde Aleijadinho e seu Pai foram enterrados. Ah sim, isso foi algo bem curioso pra mim, as pessoas naquela época literalmente conquistavam o seu “pedacinho no céu”; eram enterradas dentro das igrejas por pertencerem as irmandades. Quando visitarem Ouro Preto vocês poderão reparar que no chão de madeira das Basílicas e Igrejas há uma numeração talhada, o que indica que há uma pessoa enterrada no local e, segundo o guia, todas as ossadas ainda continuam por lá. Anexo a Igreja está o Museu Aleijadinho, com obras assinadas pelo escultor.

Ponto importante: A igreja vai ser fechada para restauração e reabrirá em cerca de 3 anos. Felizmente a visitamos no último dia em que ela estava aberta!

Ouro Preto *Matriz Nossa Senhora da Conceição

Adiante e ladeira abaixo ( ah sim, teria uma hora que teríamos que subir tudo aquilo novamente!) encontramos a Igreja de São Francisco de Assis com sua extraordinária arquitetura. Destaque para as colunas laterais com arcos côncavos e recuados que trazem a ideia da igreja ser maior do que realmente é.

No interior da igreja, destaque para as pinturas do teto da nave feitas pelo mestre Athayde, que explorava muito bem a ilusão de perspectiva e o uso de cores cítricas.

Ouro Preto

Ouro Preto*Igreja de São Francisco de Assis

O bacana das visitas às Igrejas é a simbologia das esculturas, entender que 2 braços cruzados é o símbolo da irmandade dos franciscanos, que os desenhos de flores e pelicanos datavam obras mais antigas e muitas outras que eu particularmente estou curiosíssima pra gastar dias estudando!  É possível observar claramente nas obras como a sociedade era extremamente racista e desumana com os negros : “O mal estava no negão, o povo sem alma” brinca o nosso guia, mulato, ao explicar uma pintura dentro da igreja com a representação do “demônio negão”.

Quem vai a Ouro Preto não pode deixar de visitar uma Mina, afinal o minério foi o motivo da “criação” da cidade. O guia nos levou a Mina do Jejé, um túnel bem estreito que foi cavado manualmente com instrumentos rudimentares por crianças escravas a partir de 8 anos de idade ou escravos de baixa estatura. Os túneis eram perfurados a medida em que eram encontrados os veios de quartzo. Uma bifurcação nessa mina tinha 70 metros de profundidade. Aqui, o guia explica que eles só pararam de perfurar porque os escravos começaram a morrer por falta de oxigênio.

MIna do Jejé

DSC_2512

Além de explorar os tuneis adentro (o guia nos levou até 1.500m da entrada da mina), um dos pontos altos da visita foi aprender a origem de vários ditados populares como: lavar a égua; pimenta nos olhos do outro é refresco; escravo de meia tigela; dá no couro; nas coxas; não vale o prato que come; quinto dos infernos; e até mesmo origem de palavras como bunda e banguela.

Origem da “bunda”

Na África, de onde eram trazidos os escravos, há uma região chamada Kibunda. Na época as escravas de Kibunda eram conhecidas por uma bela característica hereditária: “As negras de Kibunda tem nádegas grandes!”. Assim que as escravas chegaram de navios ao Brasil a notícia se espalhou rápido e não demorou para se tornarem no 1 em preferência dos senhorios. E de tanto se falar das nádegas grandes das escravas de Kibunda, a palavra nádega no Brasil virou então “bunda”.

Origem do “banguela”

A história é muito parecida com as escravas de Kibunda. Mas dessa vez eram escravos vindos da região de Benguela na África. Eles tinham a cultura de arrancar os dois dentes centrais superiores e inferiores. E de tanto isso caracterizar “escravos sem dente são escravos de Benguela” a medida que se passaram os anos  quem não tinha um dente era benguela que depois se abrasileirou para “banguela”.

Outra coisa que adorei na mina, foi que o guia nos explicou que boa parte das tonalidades de tintas utilizadas no século XVII eram retiradas dos minérios da região. Ele fez questão de retirar ali na hora as 6 tonalidades de ocre das rochas e pintar a mão para nos mostrar.

6 tons de ocre

Retornamos ao centro de Ouro Preto e a tarde apreciamos os famosos desfiles dos blocos de rua, desde os mais novos organizados pelos universitários até os mais tradicionais, como o Zé Pereira dos Lacaios com mais de 140 anos de história.

Carnaval 2013 | Ouro Preto

Carnaval 2013 | Ouro Preto*Praça Tiradentes

Carnaval 2013 | Ouro Preto*Rua Direita | Bloco da Barra

Carnaval 2013 | Ouro Preto*Bloco Nau Sem Rumo

Carnaval 2013 | Ouro Preto

Carnaval 2013 | Ouro Preto

Carnaval 2013 | Ouro Preto

Carnaval 2013 | Ouro Preto

Pra quem assistia o desfile da varanda havia um pedido especial da multidão que transpirava ao subir as ladeiras e dançar com a banda: “Joga água, joga água, joga água!” imploravam os foliões. Claro que atendemos o pedido deles e o resultado foi um coral de: “Joga a loira, joga a loira, joga a loira!”

Ao cair da noite seguimos o embalo do bloco Zé Pereira dos Lacaios.

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3o dia

Depois de ladeira acima, ladeira abaixo, o terceiro dia foi o momento mais relaxante da viagem. Pegamos a Maria Fumaça em direção a  Mariana (cerca de 1 hora de viagem saindo de Ouro Preto). O bacana é observar a quantidade de montanhas rochosas da região. Dá pra concluir que definitivamente aquele não seria um habitat em que normalmente se planejaria construir uma cidade e que aquelas cidades da  região devem o seu surgimento a descoberta dos minérios.

Ouro Preto | Estação de Trem

Ouro Preto | Trem da Vale para Mariana*lado direito do trem oferece a melhor vista

Ouro Preto | Mariana

Banda no Trem da Vale

Ouro Preto | Mariana

Estação de Trem em Mariana*estação de trem em Mariana

Chegando em Mariana visitamos a Igreja de São Francisco de Assis e a Igreja Nossa Senhora do Carmo, além da Câmara Municipal de Mariana. Sinceramente não tem muito o que fazer em Mariana. Ficar 2 horas pela cidade é suficiente, o que mais vale é o passeio de trem.

Mariana | MG *vista da Câmara Municipal de MarianaMariana | MG*Igreja de São Francisco de Assis e a Igreja Nossa Senhora do Carmo

O destaque do dia vai para as curiosidades que o guia nos contou durante a viagem no trem:

*A estação de trem de Ouro Preto foi fundada por Dom Pedro II.

*Luiz da Cunha Menezes, ex governador de Minas Gerais foi a pessoa quem inventou a loteria no Brasil.

* Getúlio Vargas estudou em Ouro Preto na República Gaúcho

* As ossadas dos Inconfidentes estão realmente enterradas no Museu da Inconfidência na praça Tiradentes. As 3 ultimas ossadas estavam na universidade Unicamp e a presidente Dilma foi quem autorizou o exame de DNA para identificar se elas realmente pertenciam aos inconfidentes, assim que confirmada foram enviadas ao museu de Minas para se juntar aos restos mortais de 13 inconfidentes.

De volta a Ouro Preto fomos a feira da Pedra Sabão e, realizei algumas comprinhas. O estranho é que todas as barracas possuem o mesmo desenhos nos produtos, o que varia é apenas o preço. A noite todos os produtos ficam expostos sem nenhuma proteção e,  acredite se quiser, dizem que ninguém os rouba. Incrível não?

Feira Pedra Sabão

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4o dia

Iniciamos o dia com uma tentativa de visitar a Igreja do Carmo, Museu do Oratório e Casa da Ópera – todos ficam localizados na rua paralela à Direita, a Brigadeiro Musqueira – infelizmente estavam fechados devido ao feriado, mas, ao menos, conseguimos admirar a arquitetura externa. Isso só comprova que visitar Ouro Preto no carnaval é muito bom, mas para conhecer a fundo a parte histórica, fora de temporada (carnaval, semana santa e 12 de outubro) é melhor ainda.

Igreja Nossa Senhora do Carmo*Igreja do Carmo

Optamos então em visitar a Mina da Passagem que fica na estrada a caminho de Mariana. Foi a primeira mina no Brasil a utilizar maquinários movidos a ar comprimido. Começou a ser explorada no início do século XVIII e operou regularmente até 1954, período onde foram arrecadados mais de 35 toneladas de ouro.

Mina da Pssagem

Mina da Pssagem

Mina da Pssagem Mina da Pssagem Mina da Pssagem Mina da Pssagem

Para iniciar o nosso passeio descemos a mina através de um trolley movido a ar comprimido. No fim dos trilhos nos deparamos com uma imensidão de tuneis e ao caminhar por um deles havia um belo lago natural vindo de alguma perfuração de lençol freático.

Na Mina da Passagem também há um pequeno Museu e uma loja de artesanato, a Arte da Terra. Nós compramos poucas coisas lá, deu 90 reais. O lojista passou 200 reais no nosso cartão, não sei se intencionalmente ou não, mas vale a dica ficar atento a esses momentos “pega turista”.

De volta a Ouro Preto almoçamos no Bené da Flauta. Apreciei um delicioso prato mineiro chamado Menina do Sobrado. Eu já havia ido ao Restaurante Casa do Ouvidor e ao Passo Pizza Jazz, mas nenhum deles chegou aos pés do prato que degustei no Bené na Flauta:  carne seca refogada no pirão de mandioca, acompanhada de purê de abóbora e arroz de alho. Combinação divina de agridoce, e olha que eu não sou muito muito fã. A curiosidade aqui é que prato foi uma homenagem ao escritor Cyro dos Anjos.

Bené da Flauta

Bené da Flauta | Menina do Sobrado

E para sobremesa um maravilhoso folheado com carpaccio de maça, lascas de limão e sorvete de creme.

Bené da Flauta

A tarde passamos pela Igreja do Rosário (estava fechada) e a Igreja Santa Efigênia, que possui uma vista privilegiada de Ouro Preto.

Igreja do Rosário *Igreja do Rosário

Igreja Santa Efigênia*Igreja Santa Efigênia

Para finalizar o dia, compramos cachaça na Cachaçaria da Cida Zurlo, tomamos uma cerveja mineira no Empório dos Meninos e seguimos o bloco Zé Pereira do Lacaios ao cair da noite.

Bené da Flauta

R. S. Francisco de Assis, 32 (Centro Histórico), Centro, Telefone: (31) 3551-1036

www.benedaflauta.com.br

De R$ 51,00 a R$ 75,00

Horário de funcionamento: Todos os dias das 12h as 23h

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 5o dia

Nosso quinto e último dia precisávamos pegar estrada de volta a São Paulo. Decidimos passar em Congonhas para visitar a Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos e ver os doze profetas esculpidos em pedra-sabão por Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Congonhas | Aleijadinho

Congonhas | Aleijadinho

Congonhas Congonhas

Em frente a Basílica há várias casas de artesanato. A primeira à esquerda foi onde eu me deliciei comprando esculturas em gesso do Vovô Pezão e uma maravilhosa Namoradeira com o seu turbante amarelo.

Seguindo viagem, passamos por Tiradentes para almoçar e dessa vez optamos pelo Virada’s do Largo.

Virado's do Largo

Eu escolhi o prato da Boa Lembrança que leva o nome de “misturinha chocante”. A guarnição é composta de filé de frango grelhado, arroz com milho e passas, lâminas de amêndoas, couve e ovos de codorna. Virado's do Largo

E para quem escolhe o “prato da boa lembrança” ainda ganha esse maravilhoso prato em cerâmica:

Virado's do Largo

Bem alimentados seguimos mais 7 horas de viagem até São Paulo.

Virada’s do Largo

R. do Moinho, 11, Telefone (32) 3355-1111

http://www.viradasdolargo.com.br

De R$ 26,00 a R$ 50,00

Horário de funcionamento: 2ª e 4ª/dom 12h/22h; jan e jul: 2ª/dom 12h/22h

Com certeza todo esse percurso da Estrada Real deixou boas lembranças e é um local que eu gostaria de voltar muito em breve! Próxima parada mineira provavelmente será em Belo Horizonte e Inhotim!

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P.S.: E para quem for a Ouro Preto fica a dica de contactar o atencioso guia turístico que nós orientou e contou essas maravilhosas histórias mineiras:

Edson Loredo | Guia de Turismo

(31) 8893-7563 ou (31) 9219-9757

Empolgados com a visita a cidade, tiramos uma foto com polaroid e entregamos ao Edson nos despedindo. Com o gesto de agradecido e ao mesmo tempo ansioso ele respondeu com a frase que fechou o dia:

“Preciso recebe sô!”

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3 comentários sobre “Ouro Preto

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